quarta-feira, 30 de maio de 2012

Segunda parte do SEMINÁRIO EM DEFESA DA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA: Pela abertura dos arquivos da DITADURA.




Passado a primeira parte do SEMINÁRIO EM DEFESA DA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA: pela abertura dos arquivos da ditadura, que aconteceu no dia 22 de maio de 2012 às 18h, no auditório da UESPI de Parnaíba, sendo um sucesso de público. Agora será realizada a segunda parte do evento no dia 06 de junho de 2012, no mesmo local e horário, no qual, virão militantes de Ação Popular, presas e torturadas no período da Ditadora Militar.

São elas:

  • MARIA DO CARMO MOREIRA SERRA AZUL: Organizou a revolta das saias no Ceará, considerada a maior manifestação feminina na América Latina na época. Diretora do CESC-Centro dos Estudantes Secundaristas do Ceará e Militante de AP-Ação Popular.
  • MIRTES SEMERARO DE ALCANTARA NOGUEIRA: Líder Nacional de AP-Ação Popular, Diretora CESC-Centro dos Estudantes Secundaristas do Ceará SESC ceará. Mirtes estava no conflito da Rua Maria Antônia, queimada com acido na briga com o CCC-Comando de Caça aos Comunistas. 


Também será realizada uma homenagem a ANTÔNIO DE PÁDUA COSTA (Piauí) - (1943-1974), estudante de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, desaparecido desde o início do ano de 1974.

ANTÔNIO DE PÁDUA COSTA - GUERRILHEIRO PIAUIENSE

Pai: João Lino da Costa, Mãe: Maria Jardelina da Costa.

Guerrilheiro PIAUIENSE da cidade de PARNAÍBA, no Delta do Parnaíba, estudava Física na Universidade Federal do Rio de Janeiro quando começou a participar ativamente do Movimento Estudantil entre os anos de 1967 e 1970. Fez parte do Diretório Acadêmico do Instituto de Física e foi membro do Conselho de Dormitório do Alojamento do “Fundão”. Preso durante o 30º Congresso da UNE, em Ibiúna (SP), foi indiciado em inquérito e passou a ser perseguido pelos órgãos de segurança do regime militar. Optou pela militância política clandestina, quando já era militante do PCdoB. Mudou-se em 1970 para o Araguaia, fixando residência na localidade de Metade, onde era conhecido como Piauí. Foi o vice-comandante do Destacamento A e, após a morte de André Grabois, assumiu o comando.

Citado no livro BACABÁ, de José Vargas Jimenez, militar que combateu a Guerrilha; "Dos guerrilheiros que foram interrogados, Piauí foi o mais corajoso e valente. (...) Piauí aguentava o interrogatório sem gritar ou reclamar, era um dos poucos guerrilheiros bem preparados para a luta." (HABEAS CORPUS, 1a edição, SDH da Presidência da República, página 187).

Este evento está sendo realizado pelo GEMPI – Grupo de Estudos Marxistas Piauiense, Centro Acadêmico de História da UESPI – Parnaíba, Centro Acadêmico de Pedagogia da UFPI – Parnaíba e Diretório Acadêmico “3 de Março” da UFPI – Parnaíba.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

SEMINÁRIO EM DEFESA DA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA: pela abertura dos arquivos da Ditadura.



Acontece amanhã, dia 22 de Maio, no Campus da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) de Parnaíba o Seminário em Defesa da Memória, Verdade e Justiça: pela abertura dos arquivos da Ditadura.
O evento é organizado pelo Grupo de Estudos Marxistas Piauiense (GEMPI-UESPI), Centro Acadêmico de História da UESPI Parnaíba, Centro Acadêmico de Pedagogia da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e Diretório Acadêmico 3 de Março, além do movimento social Levante Popular da Juventude/PI.
De acordo com o prof. Dr. do Curso de História UESPI Parnaíba, Kennedy Gomes Franco, o Seminário vai contar com a participação de Sílvio Mota, Comandante do GTA/CE (Grupo Tático Armado) da ALN (Ação Libertadora Nacional), membro da Associação Brasil-Cuba e Coordenador da Comissão em Defesa da Memória, Verdade e Justiça no Ceará, José Machado Bezerra, Membro do PCBR e anistiado político; Paulo Henrique Oliveira Lima, Estudante de História da UECE (Universidade Estadual do Ceará) e membro do Movimento Social Levante Popular da Juventude do Ceará.
As inscrições estão abertas e para emissão do Certificado os inscritos devem procurar o aluno de História da UESPI, Samuel Lima (sml176@gmail.com), com as seguintes informações: nome completo, instituição, e-mail e número para contato.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ato UNIFICADO em Prol da EDUCAÇÃO PÚBLICA


O Levante Popular da Juventude - PI e demais entidades, como SINTE - PI Regional Parnaíba, ADCESP E ADUFPI, convida todos que queiram lutar por uma educação mais justa e de qualidade para sexta-feira (04/05/2012) fazermos um ato unificado em prol da educação pública de qualidade, concentração na UESPI, saindo em passeata até a Praça da Graça, onde acontecerá o ato cultural, com bandas montadas por estudantes e uma apresentação de um grupo de dança de rua (HIP HOP). Vamos todos estudantes, tanto universitários como secundaristas, professores e demais interessados em fortalecer a luta pela educação em nosso Piauí.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

UESPI PARA SUAS ATIVIDADES (25/04/2012) EM PROL DA EDUCAÇÃO PÚBLICA NO PIAUÍ

 


Neste ano de 2012 vemos o colapso na educação pública no Piauí em todas as suas esferas; Ensino Fundamental, Médio e Superior. O que nos leva a reflexão sobre o que está acontecendo na nossa terra querida! Se a educação é a base de toda sociedade devemos notar que no Piauí as coisas não andam como deveriam, seja na questão de remuneração ou no estado físico das instituições, todos tem uma exigência: Professores pedem melhores salários e condições dignas de trabalho e maior respeito com sua categoria, alunos pedem ENSINO DE QUALIDADE, MELHOR ESTRUTURA, e uma ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL digna e concreta.

Assim não podemos permanecer inertes diante de tamanha falta de respeito e dedicação das autoridades para este que é o pilar básico da sociedade, devemos, portanto unidos buscar meios de conquistar e reestruturar a educação piauiense que está precária.

Diante de tal situação, ontem dia 25/04/2012, foi o dia das paralisações, pois todas as categorias da educação, tanto professores das UFPI, IFPI e os professores da UESPI de Parnaíba junto com os estudantes paralisaram suas atividades por todo o dia, fazendo atos em frente a instituição, como exibição de filmes e no turno da noite teve um show cultural, com bandas formada pelos próprios discentes, com o intuito de mobilizar a comunidade acadêmica para lutar por melhorias na EDUCAÇÃO PÚBLICA, colocando em pautas suas reivindicações.











quinta-feira, 1 de março de 2012

CARTA ABERTA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UESPI DE PARNAÍBA CONTRA A ADESÃO AO ENEM


Em um artigo intitulado "Educação no Brasil atual: entre mentiras e verdades – com arma e munição” a professora Maria José Albuquerque da Silva¹, ex. professora da Universidade Federal do Piauí (UFPI) – CAMPUS Parnaíba, nos traz uma reflexão sobre a atual Educação Brasileira. Nesse artigo ela nos conta que: 

No século XVI o Brasil foi invadido e conquistado pelas civilizações europeias ditas “superiores” (Portugal e Espanha) na base da rapina e do terror, dizimando a todos que se opunham às suas pretensões de domínio e controle econômico, político e ideológico. No entanto, em pleno século XXI aprendemos que o país foi descoberto e desbravado por bandeirantes gentis. Aprendemos também que a força de um grito à beira de um rio tornou esse território independente, livre e soberano. Além disso, nos ensinaram que foi preciso uma simples assinatura para decretar a abolição da escravidão, e uma respeitosa carta destinada ao governo imperial (Português) teria sido suficiente para instalar o novo regime republicano e inserir a nação no rol dos países modernos e avançados, reforçando a generosidade dos “nossos bravos heróis”. Quantas estórias têm sido contadas como verdades por séculos e séculos!

Vivemos em uma nação marcada por profundos contrastes sociais, grandes fossos de desigualdades e injustiças separando ricos de pobres, bem ao gosto capitalista neoliberal ditado pelos países parasitários mais desenvolvidos, embora se propague de norte a sul e de leste a oeste que somos um povo cordial e hospitaleiro “por natureza”.

Hoje, o país tem muitos experts diplomados nas grandes universidades e faculdades brasileiras, estadunidenses e europeias, os quais vêm assumindo cargos importantes no serviço público ou passam a atuar como empresários, por exemplo, da educação - enquanto mercadoria e negócio altamente lucrativo -, criando, ou melhor, recriando a partir de modelos transplantados, estratégias metodológicas e mecanismos de avaliação pautados tão-somente em conhecimentos objetivos e mensuráveis da realidade.

Hoje o que vemos nas escolas de ensino fundamental e médio do país, é que estão planejando suas ações e formulados seus projetos pedagógicos em função dos índices de classificação e aprovação nas provas para ingresso no ensino superior, como o chamado Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM), destinado a medir quantitativamente a qualidade do ensino brasileiro. Todas as escolas, com poucas exceções, direcionam os estudos para a realização dessas avaliações que, além de provocar mal-estar, ansiedade, sentimento de frustração e de pavor nos alunos, também tem afetado as famílias que se esforçam para investir numa melhor formação para seus filhos, bem como os professores e professoras que não deixam de ser avaliados através de seus alunos. A pressão social gerada em torno das provas e exames colocam a avaliação como o elemento precípuo e primordial da educação escolar em termos numéricos, sobrepondo-se, inclusive, aos objetivos e finalidades com caráter mais humanístico.

No entanto qual é a finalidade da formação humana? Será que é só formar os alunos para passar no vestibular, formar para competir no mercado de trabalho, formar para se ajustar às regras do sistema vigente. Propostas dessa natureza não demonstram preocupação com a transformação das relações sociais, em reduzir as desigualdades econômicas, em formar gente para lidar com gente, formar o humano para humanizar pessoas, formar profissionais para conviver e lidar com pessoas.
Sem esse cuidado ético, fortalece-se tão-somente a visão de que estamos em franco processo de desenvolvimento educacional, social e econômico, de que estamos crescendo como nação emergente no cenário internacional. No entanto, pensando e agindo assim estamos na verdade prestando um desserviço à humanidade, reduzindo a condição de existência humana e desumanizando as pessoas, que passam a ser valorizadas basicamente pelos bens que possuem e não pelas virtudes e o bom caráter que cultivam. Para as gerações atuais e se não mudarmos essa situação, para as futuras gerações, o ter se sobressai e prevalece em relação ao ser.

É com essa reflexão que queremos mostrar nossa indignação com a decisão tomada pela Reitoria da Universidade Estadual do Piauí (UESPI),que se faz representar pelo  Reitor Carlos Alberto (PT), que sem ético e com extrema irresponsabilidade, aproveita o período de férias, evitando um debate com a comunidade acadêmica, para aprovar a adesão da UESPI ao novo ENEM, desrespeitando até o órgão de deliberação máxima da Instituição que é o Conselho Universitário (CONSUN), simplesmente para prostituir essa instituição ao governo federal, pois se tem a promessa de que a cada mil vagas ofertadas se terá um repasse de verbas federais para está instituição.

Essa pratica só nos mostra quanto essa instituição está defasada e sem nenhuma autonomia financeira ou administrativa. Se o governo federal tem dinheiro porque não faz esse repasse sem nos obrigar a aderir a essa politica do novo ENEM? Infelizmente o Reitor Carlos Alberto (PT) é submisso ao governador do Estado Wilson Martins (PSB), abrindo mão de nossa autonomia, ao invés de lutar por mais repasses e denunciar o descaso do governo estadual para com a UESPI.

Somos contra essa adesão ao novo ENEM, por que é notório que esse sistema não funciona, prova disse é que 45% das vagas após a seleção através do novo ENEM estão ociosas nas universidades que aderiram ao programa. Há casos escandalosos como o da Universidade Federal de Pelotas na qual 82% das vagas na faculdade de direito não estão preenchidas. A Universidade Federal do Mato Grosso começou as aulas com 2.482 vagas ainda vazias. Só no curso de enfermagem desta instituição, 207, das 265 vagas, não foram preenchidas. Na Universidade Federal do Piauí (UFPI) só no curso de medicina a cada 100 estudantes aprovados no último ENEM, mais de setenta são estudantes de fora do Piauí. No ano passado (2011), as questões vazaram e o adiamento da prova provocou mobilizações estudantis nas ruas e nos conselhos universitários.

Além disso, a comunidade acadêmica não foi ouvida, mesmo sendo responsáveis por todos os aspectos da vida universitária - os professores, estudantes e servidores - esses têm muito a dizer sobre as formas de ingresso na Universidade.  Devemos democratizar o acesso expandindo vagas com investimento, devemos democratizar o acesso, mas com responsabilidade e não pensando apenas em dinheiro ou comodidade. Tem que se pensar na questão social, nos conteúdos abordados, na relevância que isso venha a ter para o Piauí.

É preciso mais investimento para a UESPI, sim, que se encontra numa situação calamitosa, com seus cursos abandonados pelo Estado. Mas também precisamos de uma educação de qualidade e que seja prioritária em nossa sociedade, precisamos de política efetiva de assistência estudantil: bolsas, residências e Restaurante Universitário para que todos possam estudar!

O QUE QUEREMOS MESMO É SO O DIREITO DE TER UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA GRATUITA E DE QUALIDADE!


Centro Acadêmico de História de Parnaíba
Levante Popular da Juventude – Piauí

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Nota de Repudio a falta de liberdade de expressão dos Estudantes dentro das Instituições de Ensino de Parnaíba.



Boa tarde a todos, hoje passando por mais um dia em minha vida, percebi que vivemos em um sistema repressor e autoritário, inclusive naquele que é por muitos intitulados de a elite intelectual deste país.

Passando nas salas de aula da Universidade Federal do Piauí (campus Parnaíba), para dar um aviso de interesse de todos, (tanto alunos, professores, servidores e a população em geral, pois o direto a educação ao menos na teoria era pra ser de todos, pois vemos que não o é), sobre o plebiscito nacional que está ocorrendo, da campanha dos “10% do PIB para a Educação Pública Já!” e os “5 % da arrecadação do estado do Piauí para ser destina a UESPI já!”. Senti na pele o que é ser tirado o seu direito de se expressar, de terem tomado a sua liberdade de expressão, sofrer censura em pleno sex. XXI, onde vimos que ditaduras estão sendo posta a baixo ao redor do mundo.

Aqui em nossa pacata e digo muito pacata, (pois o povo aceita, sem questionar ou ao menos pensar), tudo o que é imposto em nossa cidade, mais precisamente no berço da elite intelectual Parnaibana e brasileira, existi pessoas que usam seus cargos, ou um pouco de poder que lhe e repassado, para reprimir e cercear o direito de falar, de se expressar, de por nossas ideias para serem debatidas entre todos.

Fui barrado, literalmente barrado e ameaçado de chamarem a segurança do campus para me tirarem de lá, posto pra fora como se um estudante fosse um bandido, tratando como o mesmo, chamando a força de repressão para prender, expulsar calar a voz dos estudantes. Isso aconteceu comigo e não foi a primeira vez, já ocorreu outras vezes, em outras ocasiões que quiseram me calar, me prender pelo simples fato de querer me expressar, falar, dar um aviso, convidar as pessoas para participaram a serem mais atuantes nas questões de nossa educação, lutando para que a mesma seja valorizada e colocada como prioridade pela população e os que dizem que nos representam perante o governo.



Fica aqui a minha indignação e insatisfação com certas pessoas, e em especial ao professor que me reprimiu de dar o aviso em "sua sala de aula", se utilizando de "seus poderes" como professor (chamar a segurança, diga-se de passagem, muito bem aparelhada, para me intimidar e usar de meios de repressão para me calar). Eu apenas queria dar um aviso, fazer um convite a todos, para participar do debate que interessa diretamente a ele (professor) e aos estudantes assim como a população em geral. 

VAMOS PARTICIPAR DO DEBATE QUE VAI NO DIA 24/11/2011 às 16h sobre o Plebiscito nacional da Implantação dos “10% do PIB para a educação pública já!” e os “5% da arrecadação do estado do Piauí para ser destinado diretamente a UESPI já!”, vai ser no auditório da UFPI.


Ass: Samuel Lima, estudante do curso de Licenciatura Plena em História pela Universidade Estadual do Piauí.